Não dá mais pra Mandrake
Keywords:
Rubem Fonseca, literatura brasileira contemporânea, violência, experiência urbana, cidade, contemporary Brazilian literature, violence, urban experience, cityAbstract
Este ensaio examina a singularidade da prosa de Rubem Fonseca, tomando como ponto crítico de inflexão a construção da personagem Mandrake como figura simbólica de um imaginário urbano que se afasta dos modelos maniqueístas tão recorrentes na ficção brasileira contemporânea. A análise aqui desenvolvida dialoga com outros críticos, particularmente Renato Cordeiro Gomes e Vera Lúcia Follain de Figueiredo, que sustentam que a experiência urbana na obra de Fonseca se estrutura por meio de um olhar prismático, no qual a violência não se restringe a espaços sociais específicos, mas atravessa todas as classes sociais, desestabilizando, assim, noções fixas como identidade nacional e alegorias totalizantes.
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