Upcoming Special Issue on "Apocalyptic Imaginaries in Portuguese"

2020-11-15

The apocalypse is perhaps the most intractable of phenomena, open to religious, ideological, environmental, technological, and epidemiological interpretations of the end of civilization. The apocalypse has traditionally operated as a fringe hermeneutic, marked by the speculation of dooms-dayers or dominated by Western eschatologies. While apocalyptic imaginaries can be traced back to before the birth of Christ, the increased connectivity and global interaction of modern times have woven the notion of our impending extinction into the fabric of everyday life. The arms race of the twentieth century, for example, stoked existential fears as the prospect of humanity’s annihilation loomed under the specter of nuclear war. The twenty-first century is abound with its own existential crises. From natural disasters of epic proportions to manmade climate catastrophes, from the threat of an all-out technological collapse to the calamitous outcomes of a global pandemic, the end of the world feels right around the corner.

This special issue of the Journal of Lusophone Studies welcomes articles that explore the apocalypse in Lusophone literary and cultural production through its multiple themes, forms, and implications, including transnational and comparative approaches. From the well-defined genre of post-apocalyptic fiction to a pervasive perception of a world in danger, and from medieval texts to twenty-first century novels, apocalyptic imaginaries have taken many shapes across the Lusophone world. By inquiring into the political, religious, environmental, or cultural dimensions of the apocalypse written in Portuguese, “Apocalyptic Imaginaries in Portuguese” seeks to understand the role, the specificity, and the contributions of Lusophone perspectives to global understandings of the end of the world on a multi-temporal scale.

Some of the questions we hope to respond to include:

  • What constitutes a Lusophone expression of the apocalypse? How might it be distinct from other global apocalyptic imaginings?
  • What might a Lusophone perspective contribute to how we understand the end of the world? How might it subvert traditional configurations of knowledge, power, and epistemology?
  • How is the apocalypse explored across different cultural forms and literary genres? Are there generic differences in representations of the apocalypse?
  • Have apocalyptic imaginaries outgrown the speculative genre?
  • How do apocalyptic narratives tackle contemporary challenges related to climate change, COVID-19, and shifts in political landscapes?
  • How do the arts imagine solutions for the problems of contemporary reality and how might they help us imagine envision a different future for our planet?
  • Is there any place for hope in apocalyptic imaginaries? Regardless of whether solutions or happy endings are achieved, how is hope imagined, depicted, and negotiated?
  • What is the role of religion in broader views of the apocalypse? How are religious, mystical, and messianic dimensions present in secular perspectives?
  • How might apocalyptic narratives and alternative eschatologies constitute a decolonial project?
  • How do apocalyptic imaginaries intersect with issues of race and gender?

All essays should be between 6,000 and 8,000 words, including notes and works cited. Essays should be prepared according to the most recent edition of the MLA Style Manual. The author’s name should not appear in the manuscript, nor should any other form of identifying information such as institutional affiliation. Please also include a 250-word abstract with your submission. Essays will be subjected to a double-blind peer review process prior to acceptance. Please send submissions to Chloe Hill (chloehill@unc.edu) and Victoria Saramago (saramago@uchicago.edu) by 1 May 2021.

O apocalipse é um fenômeno singularmente desafiador, aberto a interpretações religiosas, ideológicas, ambientais, tecnológicas e epidemiológicas acerca do fim da civilização. Tem, ademais, operado tradicionalmente como uma hermenêutica periférica, marcada pela especulação sobre o Juízo Final ou dominada por escatologias ocidentais. Embora os imaginários apocalípticos possam ser rastreados até antes do nascimento de Cristo, a crescente conectividade e interação globais na modernidade imprimiram a ameaça de uma extinção iminente nos meandros da vida cotidiana. A corrida armamentista do século XX, por exemplo, alimentou temores existenciais na medida em que a perspectiva de aniquilação da humanidade pairava sobre o espectro de uma guerra nuclear. O século XXI está repleto de crises existenciais próprias. De desastres naturais de proporções épicas a catástrofes climáticas provocadas pelo homem, da ameaça de um colapso tecnológico total aos resultados calamitosos de uma pandemia global, o fim do mundo parece constantemente à espreita.

Este dossiê do Journal of Lusophone Studies (Revista de Estudos Lusófonos) abre chamada para artigos que exploram o apocalipse na produção literária e cultural lusófona através dos seus múltiplos temas, formas e implicações, incluindo abordagens transnacionais e comparatistas. Do gênero bem definido de ficção pós-apocalíptica a uma percepção generalizada de um mundo em perigo e de textos medievais a romances do século XXI, os imaginários apocalípticos assumiram muitas formas no mundo lusófono. Ao investigar as dimensões políticas, religiosas, ambientais ou culturais do apocalipse escrito em português, “Apocalyptic Imaginaries in Portuguese” busca compreender o papel, a especificidade e as contribuições das perspetivas lusófonas para a compreensão global do fim do mundo em uma escala multitemporal.

Dentre as possíveis perguntas que este dossiê visa abordar estão:

  • Como se constitui uma expressão lusófona do apocalipse? Como esta difere de outras imaginações apocalípticas em nível global?
  • Como uma perspectiva lusófona poderia contribuir para a forma como entendemos o fim do mundo? Como esta poderia subverter as configurações tradicionais de conhecimento, poder e epistemologia?
  • Como o apocalipse é explorado em diferentes formas culturais e gêneros literários? Existem diferenças genéricas nas representações do apocalipse?
  • Os imaginários apocalípticos superaram o gênero especulativo?
  • Como as narrativas apocalípticas lidam com os desafios contemporâneos relacionados às mudanças climáticas, COVID-19 e mudanças no cenário político?
  • Como a literatura e outras artes imaginam soluções para os problemas da realidade contemporânea e como podem nos ajudar a imaginar um futuro diferente para o nosso planeta?
  • Existe algum lugar para esperança nos imaginários apocalípticos? Independentemente de soluções ou finais felizes serem alcançados, como a esperança é imaginada, retratada e negociada?
  • Qual é o papel da religião em visões mais amplas do apocalipse? Como as dimensões religiosas, místicas e messiânicas estão presentes em contextos seculares?
  • Como narrativas apocalípticas e escatologias alternativas podem constituir um projeto descolonial?
  • Como os imaginários apocalípticos encontram pontos de interseção com questões de raça e gênero?

Os ensaios devem ter entre 6.000 e 8.000 palavras, incluindo notas e bibliografia. Os ensaios devem ser preparados de acordo com a edição mais recente do MLA Style Manual. O nome do autor não deve aparecer no manuscrito, nem quaisquer outras formas de identificação, tais como afiliação institucional e publicações anteriores referidas em primeira pessoa. Inclua também um resumo de 250 palavras em sua inscrição. Os artigos passarão por um parecer cego antes de sere aceitos. Envie seu artigo para Chloe Hill (chloehill@unc.edu) e Victoria Saramago (saramago@uchicago.edu) até 1 de maio de 2021.